Conjecturas Mentais
Aqui poderão ser lidos os comentários e colocações de meu dia-a-dia, tudo escrito de uma só vez, sem ser relido para publicação, assim poderá passar ao leitor o máximo do sentimento que havia no momento do post! Serão comuns também as conjecturas polêmicas, pois acredito que por meio delas que os debates são totalmente enriquecidos. Não deixe de visitar também o meu site Pessoal: http://sites.uol.com.br/renata.maromba


wConjecturas Passadas:



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Quem sou:

Nome: Renata de Freitas Martins

E-mail: renata.maromba@uol.com.br

Fotos

Data de Nascimento: 01.08.78

Natural de: São Paulo/ SP

Signo: Leão

Idade: 25 anos

Estado Civil: ninguém me ama

Profissão: advogada

Curriculum Vitae

Onde Moro: Jardim da Saúde, São Paulo/ SP, Brasil

Projetos idealizados e desenvolvidos

Artigos Publicados

Site Pessoal

Sites em que tenho trabalhado ultimamente

Hobbies: internet, livros, conhecer pessoas novas a cada dia, viagens, fotos etc.

Paixões: felinos, Elvis, meio ambiente

Esportes: natação, futebol e basquete

Time do coração: São Paulo Futebol Clube

Comida: lasanha com molho de espinafre

Bebida: coca light, cerveja (skoll hehe) e whisky

Música: rock

Um Filme: Philadelphia

Livro de cabeceira: são tantos hehe... minha cama atualmente anda rodeada de livros sobre todos os assuntos possíveis e imagináveis. Sou bem eclética para leitura.

Sonho: acabar com o sofrimento, seja animal ou humano.

Filosofia de Vida: SEMPRE ajudar ao próximo. Fraternidade é tudo para mim, mesmo que a recíproca não seja a mesma para as pessoas.

Meus anseios: 1. poder sempre trabalhar com o terceiro setor; 2. não ver mais animais abandonados nas ruas; 3. sempre ter e fazer todos aqueles que estão à minha volta felizes; 4. defender dissertação de mestrado sobre tema relacionado aos animais (são muitos, mas aqui deixarei apenas estes, senão escreverei um diário !!! ;-) )

Ídolo: meu pai, que muito cedo partiu, mas com certeza foi o tempo suficiente para me ensinar o que é AMOR de verdade!

Trauma de Infância: uma historinha que me contavam, de que eu havia sido encontrada numa lata de lixo, toda suja e outra de que caso eu não estivesse dormindo no horário que me mandavam, um bichão ia me pegar... eu escutava o caminhão do lixeiro e achava que eles me pegariam... assim, sempre que os escutava, ficava inteira embaixo da coberta e fingia dormir hahahaha. Ahhhh e como sempre gostei de ficar acordada de madrugada, ficava com uma lanterna debaixo do cobertor para poder ler meus livros e não ser descoberta (doidinha desde pequena!!).

Uma experiência de vida: ter morado um ano na Alemanha. Amadureci bastante e aprendi coisas incríveis, principalmente a independência, desde pequena.

Momentos marcantes: primeira competição de natação; estadia na Europa; morte do meu pai; primeira paixão; primeiro emprego e primeiro amor.

Não Suporto: mentira, falsidade, hipocrisia e aquelas pessoas que acham que sabem tudo e sempre querem levar vantagem.

 

 

Faltou alguma coisa??? BUÁAAAAAA... achei que tivesse falado tudinho.... mas tudo bem... pode mandar um e-mail que eu respondo!!!

Foto que destaco:

Este é o BABU, maravilhoso bicho-preguiça que morava lá no Rancho dos Gnomos, e que infelizmente nos deixou recentemente! Esse animal foi vítima de maus-tratos e nunca mais conseguiu ser reintegrado em seu habitat natural, mas encontrou seu sossego final neste belo santuário ecológico. Beijos BABU e continue dando sua força para nós PROTETORES DOS ANIMAIS, deste paraíso dos animais que com certeza te recebeu calorosamente.

  In memorian

 

Laura

 

Artigo essencial de nossa CF:

ART. 225:

"Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações"

Logos e afins:

arca

 

 

Renata

wDomingo, Maio 16, 2004


Meu querido Conjecturas!

Na total falta de inspiração e paixão que andam me assolando ultimamente, repetirei por aqui o artigo que escrevi hoje para o primeiro Boletim do Rancho, que, aliás, pode ser lido na íntegra caso clique aqui!
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Conjecturas Jurídicas sobre o Bengalinha

por Renata de Freitas Martins
Jurídico Associação Santuário Ecológico Rancho dos Gnomos


Muitos devem estar se perguntando quais as considerações que "o jurídico" do Rancho teria a tecer sobre o Bengalinha e sua transferência realizada no último dia 08 de maio. A priori realmente parece algo maluco, uma verdadeira conjectura. Mas vamos lá...

Para que eu alcance meu objetivo com este artigo, antes de qualquer consideração terei que traçar um pequeno histórico de alguns fatos.

Pois bem. Por volta de meus 3 anos de idade eu descobri que existiam animais nas ruas e que eu poderia cuidar desses animais. Foi assim que adotei a primeira gatinha na minha vida, uma legítima SRD preta e branca, que eu alimentava todas as noites com meu biscoitinho de polvilho e depois acabei dando o sofá da sala para que ela dormisse! :-). Era a CHANA... que viveu anos e anos comigo... Com ela e depois dela muitos vieram e meu sentimento pelos animais foi solidificado muito cedo.

Em conjunto com a paixão pelos animais domésticos, comecei a descobrir o que era meio ambiente, a existência de outros animais, a relação entre tudo e todos... parecia loucura, mas aos 10 anos de idade minha brincadeira favorita era ficar "perdida" no meio do mato, observando tudo. Fica cada vez mais reforçado meu interesse pelo ambientalismo, que nascera aos 7 anos de idade, quando eu fora morar na Alemanha, país onde a educação ambiental é prioridade curricular. Sim... parecia uma criança ET, mas já gastava horas estudando o assunto, e, principalmente, praticando o ambientalismo! Aos 12 anos já estava fazendo passeata na rua da escola contra as políticas anti-ambientalista dos EUA.

Passados alguns anos, e com minha ideologia totalmente consolidada, finalmente cheguei à Faculdade de Direito, onde em meio às teorias totalmente antropocêntricas, o Direito Ambiental não era nem ao menos considerado, ou, caso fosse, era apenas como um instrumento para defender poluidores. O interesse em estudar o Direito Ambiental nesta época tornou-se mínimo para mim, mas graças a ações positivas e pessoas idealistas que passaram por minha caminhada, logo percebi que apesar das dificuldades, o Direito Ambiental poderia SIM ser utilizado de outra maneira, coadunando-se totalmente, então, com aquela ideologia construída durante anos de minha vida.

Passado todo esse filme em minha mente, e chegada a hora de me formar, necessitaria escolher um tema para a monografia de conclusão de curso, que não poderia ser outro: DIREITO DOS ANIMAIS. Meu orientador, rindo, disse-me para escrever o que quisesse, mas que me "virasse" e que não misturasse emoção com tese jurídica. Preparei-me muito e aprendi demais, afinal de contas teria uma banca forte pela frente. Banca desbancada! Foi um dos melhores momentos de minha vida. Aprendi finalmente a unir o útil ao agradável e já tinha certeza do que eu queria fazer para o resto de minha vida. Trabalhar com ONGs ambientalistas. Usar o Direito Ambiental realmente para a proteção e defesa do meio ambiente, da VIDA. A experiência da banca desbancada foi ímpar e necessária para que eu aprendesse a advogar pela causa ambiental.

Bem, depois de toda esse "blá blá blá", nosso leitor já deve estar entediado com minha historinha, mas prometo entrar logo no que me propus no começo deste texto, ou seja, o que eu teria a dizer sobre um tigre-de-bengala e a transferência do Bengalinha!

Muito bem... a mensagem é simples e direta. Contei um pouco de minha vida, pois foi com certas vivências que aprendi a real importância do profissional atuante na área do Direito Ambiental e realmente comprometido com as questões ambientais. E acima de tudo, aprendi quais as necessidades desse profissional, e espero que consiga dividir essas experiências com quem chegou até aqui. A primeira e mais importante: conhecer a prática acima de qualquer teoria bonita e "teoricamente" perfeita posta no papel. Sim... o profissional do Direito Ambiental tem que ser aquele profissional multidisciplinar, que saia de seus escritório/gabinete, coloque um tênis no pé e vá para o barro, conhecer a realidade de um dado local, ou então conhecer os bastidores de um circo com animais, de um rodeio ou até mesmo a população de formigas endêmicas e ameaçadas de extinção (existe! É a formiga-gigante, Dinoponera Lucida, que só é encontrada nos remanescentes da Mata Atlântica do Sul da Bahia e Norte do Espírito Santo) e claro um tigre-de-bengala, ou mais especificamente o BENGALINHA!

Alguns devem estar pensando que talvez este jurídico que vos escreve tenha endoidecido... mas pensemos juntos! Do que adianta eu fazer um longa e bela petição, citando uma, duas ou até mesmo três leis, se eu nem ao menos souber alguns conceitos básicos trazidos no bojo destas leis... e pior, se eu não conheço a situação real e a prática daquilo que estou escrevendo? Do mesmo modo para promotores e juízes... o que adianta o refúgio de seus gabinetes e a letra miúda de seus códigos, se na verdade estão lidando com vidas lá do lado de fora? Direito Ambiental é isso. Lidar com VIDAS... e isso não é brincadeira... não pode haver descuidos por desconhecimentos de fatos, sob pena de muitas e muitas mortes.

E qual o motivo para eu estar dizendo tudo isso? Mais uma vez simples, porém nobre motivo! É a necessidade que estou sentido de agradecer ao biólogo Sandro, à veterinária Cacau, ao "papai e mamãe gnomo", Marcos e Silvia, e a todo o restante da família do Rancho por me permitirem oportunidades tão marcantes, como a de participar tão de perto da transferência de recinto do Bengalinha. Aprendi muito. Fortifiquei-me. E com certeza, a cada petição, a cada ofício ou outra burocracia qualquer, lembrar-me-ei de momentos como estes, ganharei mais inspiração e farei meu trabalho mais consciente e cada vez melhor. Não misturarei a emoção, como ensinou-me o orientador da graduação há anos atrás, mas com certeza estarei fortalecida com esta mesma emoção. Acho que já aprendi algo nesta vida!

Aprendi e seguirei aprendendo. A humildade e a sabedoria são as reais necessidades e principais objetivos de uma vida que não seja limitada ou fútil. Sem espaço para guerras de vaidades, sem espaço para difamações, sem espaço para sentimentos negativos e que obstam a verdadeira evolução.

FAMÍLIA DO RANCHO, MUITO OBRIGADA POR TUDO!
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E tenho conjecturado!


posted by RENATA DE FREITAS MARTINS at 12:50 AM

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wSegunda-feira, Maio 03, 2004



Meu querido Conjecturas!

Contarei brevemente hoje a história de nosso irmão URSO, que nos ocupou bastante na semana que passou.

O urso Bruno foi deixado pelo proprietário do Circo Hatary, Walter Bartolo, por aproximadamente dez dias, no município de Iguaraci, no Sertão do Estado do Pernambuco.

Segundo a guia de importação do animal, Bruno chegou ao Brasil em 1986, vindo na Romênia, no Leste Europeu, tendo custado ao proprietário do circo Hatary cerca de US$ 10 mil e hoje está com cerca de 20 anos.



Apesar de diversos "vai-e-vens" jurídicos, finalmente este urso foi retirado do famigerado circo e encaminhado para Recife, onde atualmente está em quarentena no Horto Dois irmãos, já que se encontrava em estado lastimável de saúde, magro, abatido... também.. havia 5 anos que sua alimentação era limitada a farinha com água... :-(

Agora estamos torcendo pela pronta recuperação de BRUNO e trabalhando fortemente para trazê-lo para SP, no Rancho dos Gnomos, onde teremos certeza que poderemos dar a paz e o bem-estar que este animal não teve nos seus 20 anos de vida.

Torçamos para o Bruno... e que fique lindão como os da foto a seguir! Torçamos para que o Ibama faça o encaminhamento do animal de forma acertada e que não haja a predominância dos tais interesses econômicos!



E Já que mais uma vez falei em Rancho, aproveito a oportunidade de agradecer à amiga Seaprincess pela colaboração conosco, realizando lindo selo:



Seaaaa... o Bartô te espera para um beijão rsrsrs....

E tenho conjecturado!


posted by RENATA DE FREITAS MARTINS at 12:56 AM

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