Relate sua Viagem!
Nome: Andrea Rendeiro
(andrearendeiro@hotmail.com)
Cidade/Estado: São
Paulo/ SP
Local Visitado: Parapiacaba
Data Viagem: 19.08.2001
Relatório:
Paranabiacaba
é uma cidadezinha esquecida no tempo. Pertence ao município
de Santo André e lá chegamos de trem, saindo da Estação
da Luz.
Com o
trem espanhol, moderno e com ar condicionado, chegamos à estação
de Rio Grande da Serra. Lá, fazemos a baldeação para
um trem muito mais velho. Mais duas estações e chegamos à
Paranapiacaba, construída pelos ingleses como base para a construção
da ferrovia até Santos.
Lá,
existe um singelo museu. Necessita de reforma e de um melhor planejamento,
porque as peças foram simplesmente amontoadas em prateleiras.
Contudo,
podemos ver o vagão que servia a D. Pedro II e o sistema funicular,
que puxava o trem até o alto da serra.
O mais interessante, entretanto,
é o "Castelinho", residência do engenheiro-chefe, que fica
sobre uma colina em destaque. O engenheiro morava muito bem, numa casa
muito grande, com lareira, dependências de empregada e tudo mais
que seu cargo que lhe permitia.
Ao redor
do Castelinho, nasceu uma vila, com casinhas de madeira com lareira, geminadas
e pintadas de vermelho escuro. A vila é muito grande, com mercado
e clube. E as pessoas moram ali, como há cem anos atrás.
Para
todo lado, existem trilhos e galpões, já não mais
utilizados. Mas é possível imaginar como seria a vida no
tempo áureo da ferrovia.
Além
da história, Paranapiacaba também serve de base para vários
passeios ecológicos na mata atlântica. Vemos muitos ecoturistas
com cajados na mão (de fibra de carbono, é lógico),
além de adeptos a motocross, com seu equipamento protetor (verdadeiras
armaduras), todos sujos de lama.
O almoço
no bar local também é imperdível (bandejão
a R$ 4,90 por pessoa). Um banquete digno dos Deuses depois de tanto caminhar.
Com toda
essa aventura, não gastamos mais do que R$ 13,00 por pessoa. A integração
metrô-trem e vice-versa ainda é gratuita.
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