CIDADANIA
Cidadania e Voluntariado
Evolução do Trabalho Voluntário no Brasil
- 1543: início do voluntariado no Brasil com a fundação
da Santa Casa de Misericórdia em Santos;
- 1863 e 1908: surgimento do Comitê Internacional da Cruz
Vermelha para prestação de assistência médica
em áreas de conflito armado e sua chegada ao Brasil, respectivamente;
- 1935: promulgação da Lei 91, de 28 de 1gosto de
1935, determinando as regras pelas quais são as sociedades declaradas
de utilidade pública;
- 1942: criação da LBA- Legião da Boa
Vontade;
- 1961: surgimento da APAE- Associação de Pais e Amigos
dos Excepcionais;
- 1967: criação do Projeto Rondon, com a finalidade
de levar universitários para dar assistência a comunidades
carentes no interior do país;
- 1983: criação da Pastoral da Criança, objetivando
treinar líderes comunitários para o combate da mortalidade
infantil;
- 1993: criação da Ação da Cidadania
contra a Miséria e pela Vida pelo sociólogo Herbert de Souza
(Betinho), objetivando o combate à fome;
- 1995: criação do Comunidade Solidária;
- 1998: promulgação da Lei 9.608, de 18 de fevereiro
de 1998, dispondo sobre as condições do exercício
do serviço voluntário e estabelecendo um termo de adesão;
- 1999: promulgação da Lei 9.790, de 23 de março
de 1999, qualificando as organizações da sociedade civil
de direito público e disciplinando um termo de parceria.
A lei do voluntariado
Foi somente no ano de 1998 que a atividade voluntária foi formalmente
disciplinada no Brasil, por meio da Lei 9.608. O que diz essa lei?
1. Entidades do terceiro setor são chamadas de Organizações
da Sociedade Civil de Interesse Público;
2. Não há vínculo empregatício entre voluntários
e entidades;
3. Entidades sem fins lucrativos podem ter lucro, mas o dinheiro arrecadado
deve ser totalmente reinvestido na própria instituição;
4. As organizações não pagam imposto de renda. Recolhem
ICMS e ISS quando for o caso.
Direitos e deveres dos voluntários
Assim como em qualquer atividade, aquele que se propõe a ser voluntário
deve assumir alguns compromissos.
Dentre os principais direitos dos voluntários destacamos: informação
sobre as finalidades e a organização da instituição;
recebimento de formação adequada para a atividade que irá
exercer, bem como todo o apoio necessário; participação
da elaboração e responsabilidades que respondem à
sua preparação e competência.
Já dentre os deveres destacamos: aceitar os estatutos da instituição
e as normas que regem o trabalho voluntário; preparar-se para desenvolver
adequadamente o seu trabalho; respeitar os compromissos assumidos; ser
atento, responsável e solidário; não ser partidário
e autoritário; ter disposição para trabalhar em equipe
e quando for o caso, respeitar o caráter confidencial e reservado
das informações que envolvem o trabalho.
2001, ano internacional do voluntariado
No ano de 2001 a Organização das Nações Unidas
comemorou o Ano Internacional do Voluntário.
Parece-me que o título de “Ano Internacional do Voluntário”
foi um grande incentivo para que muitos passassem a pensar em trabalho
voluntário neste ano. Mas será que não se tratou apenas
de mais um modismo passageiro? E será que a boa vontade consciente
prevaleceu?
Essas são questões que somente poderão ser respondidas
daqui alguns anos, pois os resultados de trabalhos voluntários sérios
e eficientes são obtidos apenas com muito esforço, dedicação
e trabalhos em longo prazo, com acompanhamento contínuo e habitual.
Nada adianta termos doado algumas horas de nosso ano de 2001 para o voluntariado,
e simplesmente cessarmos toda e qualquer atividade nos anos vindouros,
ou simplesmente continuarmos em alguma atividade por um sentimento de culpa
ou obrigação.
Ressalta-se a importância crescente da participação
de todos nós no voluntariado, como contribuição ao
desenvolvimento benéfico de nossa sociedade, ambiente do qual todos
somos e fazemos parte.
É de suma importância que o trabalho do terceiro setor continue
e se fortaleça; que aqueles que se envolveram com o “Ano Internacional
do Voluntariado” se engajem e unam forças com o terceiro setor;
e que aqueles que apenas pelo modismo passageiro fizeram algo este ano,
que ao menos se tornem cidadãos mais conscientes e exerçam
alguns pequenos atos individuais, mas que se realizados por muitos, grandes
resultados trarão.
A educação, o carinho, amor e consciência global também
fazem parte do exercício da cidadania, e se praticados, começam
a fazer um mundo melhor, tão buscado por todos nós.
Alguns números do voluntariado
- A atividade voluntária é 8ª no ranking das maiores
economias do mundo;
- O setor filantrópico apresentou um crescimento de 44,38% entre
os anos de 1991 e 1995;
- O número de voluntários no Brasil já chega a 20
milhões;
- 81% da mão de obra ligada ao terceiro setor distribui-se em 4
áreas de atividades: educação, saúde, cultura
e recreação e assistência social.
Bibliografia Consultada
- Folha de São Paulo. Especial- Folha Trainee- Profissão:
Solidário. 18 de setembro de 1999.
- Martins, Renata de Freitas. Cidadania e Voluntariado in site Núcleo
de Direito e Cidadania- FDSBC (www.nucleodireitocidadania.hpg.com.br)
- Veja. Edição Especial. Guia para fazer o bem. Dezembro/
2001.
Clique aqui e veja alguns sites de entidades voluntárias
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Texto:
Renata de Freitas Martins
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