FAUNA DO BRASIL
Serpentes

Introdução
Como de costume em nossas páginas, esclarecemos que este estudo dos ofídios brasileiros não tem pretensão científica, mas apenas dar noção ao observador da natureza ou ao ambientalista sobre estes animais.
As cobras pertencem a Classe do Répteis, ordem Squamata, subordem Ofhidia.
São animais que se arrastam pois não possuem pernas, calculando-se que são conhecidas cerca de 2.700 espécies de ofídios em todo o mundo. No Brasil há cerca de 260 espécies.
As cobras podem ser divididas grosso modo em venenosas e não venenosas. As venenosas também conhecidas como víboras são as que injetam veneno (peçonha) em suas presas mediante um par de dentes especializados e ocos que possuem (normalmente) na parte dianteira da boca. As cobras peçonhentas têm um orifício entre o olho e a narina, chamada fosseta loreal, que lhes possibilitam detectar variações térmicas do ambiente, permitindo que possam localizar suas presa ou perseguí-las após serem envenenadas com sua picada. Já, as cobras não venenosas são em maior número de espécies e não apresentam a peçonha.
Entre as cobras mais conhecidas estão as venenosas e perigosas Najas, Mambas negras da África, Corais, Jararacas e Cascavéis. Entre as constritoras estão as Pitons, as Sucurís e as Jibóias.
De todas as famílias de cobras que existem no mundo, não ocorrem no Brasil as famílias Viperinae, Hydrophiidae (cobras marinhas), Uropeltidae e Xenopeltidae (esta última com apenas uma espécie que vive na Ásia).
Já, entre as maiores cobras do mundo estão a piton-real-malaia (Python reticulatus) com até 10 metros e a sucuri (Eunectes murinus) que vive na América do Sul que pode atingir 9 metros, se bem que há relatos em que foram vistas espécies com mais de 10 metros, em ambos os casos.
No Brasil ocorre um caso de endemismo interessante, é o caso da jararaca-ilhoa (Bothrops insularis), que ocorre exclusivamente na ilha de Queimada Grande, a 30 km da costa do litoral paulista. Seu veneno é fortíssimo e sua forma de capturar modificou-se, adaptando-se as árvores para poder predar aves, abundantes na ilha e praticamente uma das poucas classes de animais existentes no loca.

Divisão e famílias que ocorrem no Brasil
As cobras podem ser divididas em:
Cobras não venenosas, representadas no Brasil pelas famílias:
- Aniliidae (falsas-corais)
- Anomalepididae (cobras-cegas)
- Boidae (jibóias)
- Colubridae (falsas-corais, muçurana, cobras-d´água, cobras-cipó)
- Leptotyphlopidae (cobras-cegas)
- Tropidopheidae (uma espécie)
- Typhlopidae (cobras-cegas)
E cobras venenosas (peçonhentas). Ocorrendo no Brasil as famílias:
- Elapidae (corais)
- Viperidae (jararacas, cascavéis e surucucus)
Já as cobras-de-duas-cabeças são da subordem Amphisbaenea (Anulata), de forma que não serão destacadas aqui.
Obs.: a lista das espécies está sendo elaborada.
Referências Bibliográficas
- GRANTSAU, Rolf. As cobras venenosas do Brasil. São Bernardo do Campo: Bandeirante, 1991.
- HADAD, C. F. B. & SAZIMA, I. 1992. Anfíbios anuros da Serra do Japi. História Natural da Serra do Japi: ecologia e preservação de uma área florestal no sudeste do Brasil. (L. P. C. Morellatto org.), Editora da Unicamp, Campinas.
- MARQUES, ETEROVIC & SAZIMA. Serpentes da Mata Atlântica. Guia Ilustrado para a Serra do Mar. Holos: Ribeirão Preto, 2001.
- SANTOS, Eurico. Anfíbios e Répteis. Zoologia Brasílica. Livraria Itatiaia Editora Limitada: Belo Horizonte, 1981.
- STORER, USINGER, STEBBINS, NYBAKKEN. Zoologia Geral. São Paulo: Editora Nacional, 1995.
Sites
http://www.herpetofauna.hpg.ig.com.br/Pages/Serpentes4.htm
http://www.herpetofauna.hpg.ig.com.br/Pages/Serpentes1.htm
http://www.herpetofauna.hpg.ig.com.br/Pages/Serpentes2.htm
http://www.herpetofauna.hpg.ig.com.br/Pages/Serpentes3.htm
http://www.petbrazil.com.br/bicho/outros/520.htm
http://www.zoologiarn.hpg.ig.com.br/serpentes.htm
http://www.zoologiarn.hpg.ig.com.br/serpentes%20II.htm
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Texto:
Antonio Silveira Ribeiro dos Santos
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