BIODIVERSIDADE
Informações
O degradador rastro humano
Segundo estudos da Sociedade de Conservação da Vida Selvagem (WCS) e Rede Internacional de Informações de Ciências da Terra da Universidade de Columbia, publicados no site http://wcs.org/humanfootprint , o ser humano já explorou 83% das terras do globo.
Os resultados dos trabalhos mostram dados preocupantes que devem ser analisados para evitar a degradação total da Terra em poucos anos.
RIO + 10
Realizou-se de 26 de agosto a 04 de setembro de 2002 a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio + 10, em Johannesburg, com a participaÇão de cerca de 190 países, onde se discutiu a implantação e os resultados da Rio 92. Na conferência foi emitido o Plano de Implementação com 10 capítulos e cerca de 70 páginas, com os objetivos a serem alcançados pelo países signatários, com referência à colaboração para o desenvolvimento sustentável.
Exploração insustentável
Recentemente a WWF divulgou em Genebra, Suíça, um importantíssimo estudo denominado Relatório Planeta Vivo 2002, onde constata uma super exploração dos recursos naturais do globo, ou seja, a humanidade está utilizando muito mais recursos do que a terra é capaz de repor. Este excedente degradatório atinge 20%.
Isto mostra que estamos longe de alcançar o almejado desenvolvimento sustentável, tema que será o centro das discussões na RIO +10 que se realizará em agosto próximo em Johanneburgo, África do Sul.
Vamos esperar para ver quais soluções serão tomadas pela cúpula dos países participantes para tentar reverter a caótica situação ambiental mundial.
Constatado o raríssimo Mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) em mais uma Unidade de Conservação paulista.
Em
expedição realizada em 07 de abril de 2001, organizada
pelo Programa Ambiental: A Última Arca de Noé, foi constatada
na Estação Ecológica de Angatuba (S 23º 25’ 26”;
W48º 21’29”), no Estado de São Paulo, uma das unidades de conservação
administradas pelo Instituto Florestal paulista, a presença de um
bando do raríssimo e ameaçado Mico-leão-preto ou Sauim-preto
(Leontopithecus chrysopygus), conhecido em inglês por “black
lion tamarim”.
Com base nas informações de Miguel Donizetti Morgado, funcionário
da citada estação ecológica, de que havia na área
“uns micos pretos”, os pesquisadores do Instituto Florestal, Alcebíades
Custódio Filho e Antonio Cecílio Dias, este último
responsável pela área, suspeitaram tratar-se do L. chrysopygus.
Assim, foi proposta a Antônio Silveira R. dos Santos, criador do
citado programa ambiental, estudioso da história natural e colaborador
em levantamentos da avifauna em várias unidades de conservação
de São Paulo, a organização e realização
de uma expedição ao local com a finalidade de localizar e
documentar a sua ocorrência.
Por volta das 11:00 horas da manhã, após horas de caminhada
pela mata da estação ecológica (Floresta Mesófila
Semi-decídua
em
estádio secundário), foi visto um grupo composto de cinco
Micos-leões-pretos. Os animais, muito ariscos, foram observados
a olho nu e com binóculo a uma distância de cerca de 20 metros.
Um indivíduo retardatário cruzou a trilha a três metros
de distância dos observadores. Não houve tempo e condições
de documentação por fotografia ou filmagem, mas os animais
foram vistos muito bem a ponto de se notar detalhes como o castanho-amarelado-vivo
nas regiões lombar, femural interna e externa e início da
cauda, contrastando com a pelagem negra restante, não havendo dúvidas
de se tratar da referida espécie. (vide ao lado foto da espécie
em cativeiro)
Segundo consta na literatura, o Mico-leão-preto está entre
os animais seriamente ameaçados de extinção, inclusive
estima-se que tenha cerca de apenas 1.000 indivíduos na natureza
(Ronald M. Nowak. Walker’s Mammals of the World. Sixth Ed.The J.H.University
Press, 1999). Sua ocorrência em unidades de conservação
encontra-se restrita apenas ao Parque Estadual Morro do Diabo, em Teodoro
Sampaio e na Estação Ecológica de Caetetus, em Gália
(Livro Vermelho dos Mamíferos Brasileiros Ameaçados de Extinção.Fundação
Biodiversitas. 1994, p.99; Paulo Auricchio. Primatas do Brasil.ed.Terras
Brasilis,1995, p.86) Dessa forma, a sua constatação para
uma nova unidade de conservação é muito importante
para chamar a atenção de especialistas e instituições
nacionais e
internacionais no sentido de conservar e dar condições
de preservação esta raríssima e bela espécie.
Aliás, está foi a finalidade precípua da expedição.
Em vista dos resultados obtidos o Programa Ambiental prevê a realização
nas próximas semanas de novas expedições com o objetivo
de documentar com fotos, imagens e sons o importantíssimo achado.
Participaram da expedição Antônio Silveira (pelo Programa
Ambiental: A Última Arca de Noé), Antonio Cecílio
Dias (responsável pela área) e Miguel Donizetti Morgado (funcionário
da Estação Ecológica de Angatuba).
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Texto:
Antônio Silveira Ribeiro dos Santos
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