ECOTURISMO
Ecoturismo : instrumento
do desenvolvimento
Segundo dados da Organização
Mundial de Turismo, o turismo movimenta mais de US$ 3,5 trilhões
anualmente, bem como é considerado por vários órgãos
de pesquisa como um dos ramos de atividade comercial que mais cresce no
mundo. Calcula-se que mais de 180 milhões de pessoas vivem direta
ou indiretamente desta atividade.
Em vista do seu aumento gerando interesses distintos, o turismo passou
a segmentar-se em áreas diferentes de atuação. Surgiu
assim o turismo cultural, turismo religioso, turismo esportivo, turismo
infantil, turismo da terceira idade, turismo gastronômico, turismo
rural e o turismo ecológico ou ecoturismo.
Esta ultima modalidade de turismo, o ecoturismo, vem se desenvolvendo muito
nos últimos anos, principalmente em países chamados emergente
como o Brasil, por possuírem em regra recursos naturais. Nosso pais,
em especial, possui ainda grandes áreas naturais e uma importante
característica, é o pais de maior biodiversidade do globo,
o que o torna um dos maiores potenciais para esta nova forma de turismo.
O nome “ecoturismo” é novíssimo tendo surgido oficialmente
em 1985, mas somente em 1987 foi criada a Comissão Técnica
Nacional constituída pelo Ibama e a Embratur, ordenando as atividades
neste campo. Por ser uma atividade nova ainda não há consenso
na definição do que seja ecoturismo. Para o Instituto
de Ecoturismo do Brasil, ecoturismo “é a prática de
turismo de lazer, esportivo ou educacional, em áreas naturais, que
se utiliza de forma sustentável dos patrimônios natural e
cultural, incentiva a sua conservação, promove a formação
de consciência ambientalista e garante o bem estar das populações
envolvidas”. De acordo com a Embratur nas Diretrizes para uma Política
Nacional de Ecoturismo, ecoturismo “é um segmento da atividade turística
que utiliza de forma sustentável o patrimônio natural e cultural,
incentiva sua conservação e busca a formação
de uma consciência ambientalista através da interpretação
do ambiente, promovendo o bem-estar das populações”.
Podemos ainda definir ecoturismo como “o ramo do turismo que utiliza os
recursos naturais de forma sustentável, de maneira que permite ao
usuário a sua reutilização”.
Como o Brasil possui ainda regiões relevantes de áreas naturais
e é o pais de maior diversidade do mundo, seu potencial ecoturístico
é muito grande, o que tem proporcionado o desenvolvimento desta
atividade, com movimentação de milhões de reais.
O ecoturismo, apesar de ser um ramo que atrai um segmento determinado de
turista, ou seja mais específico, está também ligado
ao potencial turístico tradicional, pois muitos “turistas
convencionais” tornam-se em suas viagens vez ou outra ecoturistas, utilizando
programas oferecidos neste setor. Levando-se em conta que o turismo convencional
pode alcança em todo o mundo milhões de pessoas anualmente,
o ecoturismo pode canalizar alguns milhões também, sem contar
os ecoturistas propriamente ditos.
Cientes de nosso potencial e do interesse de milhões de pessoas
nas atividades compreendidas no ecotuirsmo, os setores público e
privado envidaram esforços na instituição de uma política
de desenvolvimento do ecoturismo, originado as “Diretrizes para uma Política
Nacional de Ecoturismo”, com os seguintes objetivos: compatibilizar as
atividades de ecoturismo com a conservação de áreas
naturais; fortalecer a cooperação interinstitucional; promover
a participação efetiva de todos os segmentos no setor;
promover e estimular a capacitação de recursos humanos para
o ecoturismo; promover, incentivar e estimular a criação
e melhoria da infra-estrutura para a atividade de ecoturismo e promover
o aproveitamento do ecoturismo como veículo de educação
ambiental.
A implantação destes objetivos exige por óbvio ações
e estratégias apropriadas, como regulamentar esta atividade mediante
leis, capacitar o pessoal, trocar experiências entre os setores envolvidos,
desenvolver métodos de avaliação e acompanhamento
com pesquisas estatísticas e levantamento dos problemas, aprimorar
a qualidade dos serviços, implantar estruturas condizentes, fazer
divulgação e ainda proceder panos de educação
ambiental aos envolvidos, ecoturistas e a própria população.
Não podemos esquecer que o próprio ecoturismo está
se diversificando que já se fala em ecoturismo de aventura, lazer,
esportivo etc. Só para se ter uma idéia desta diversificação,
o ecoturismo esportivo já temos rafting, boia-cross, escalada, mergulho
livre, cavernas, canoagem, bici-cross, balonismo etc.
Evidentemente, toda esta gama de atividade que compõe o ecoturismo
traz a oportunidade de se desenvolver empregos e empreendimentos, como
hotéis, pousadas, restaurantes, comércio de artesanatos,
comércio em geral entre outros, o que é de suma importância
no desenvolvimento da uma região. Portanto, o ecoturismo é
um importantíssimo instrumento do desenvolvimento sustentável
preconizado pela Agenda 21, o que todos nos conscientes desejamos.
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Texto:
Antônio Silveira Ribeiro dos Santos
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