Peixes do Brasil
(Superclasse Pisces)

O Brasil possui talvez a maior e
mais variada ictiofauna do planeta. São milhares de espécies, sendo inúmeras
ainda não conhecidas da ciência.
Só na Bacia Amazônica brasileira calcula-se que existam cerca de 2.000
espécies de peixes. Na Bacia do São Francisco habitam 150 espécies.
Muitas espécies são de extrema importância para alimentação,
principalmente das populações ribeirinhas como por exemplo o tucunaré, o jaú,
o curimbatá, estes nas águas doce, bem como a tainha, a cavala, a corvina nas
águas salgadas.
Aruanã-prateado (Osteoglossum bicirrhosum),
Família Osteoglossidae
Aruanã-pintado
(Osteoglossum leichardti), Família
Osteoglossidae
Entre as espécies de aruanã, destacam-se as duas acima que são mais
conhecidas. Chegam a 1 metro de comprimento e 2,5 kg. Com escama. Pulam fora
d’água para pegar insetos nas folhagens. Distribuem-se pelas bacias Amazônica
e Araguaia-Tocantins.
Cachara ou Surubim (Pseudoplathystoma fasciatum), Família Pimelodidae
Espécie da Amazônico e do Pantanal Mato-grossense que habita os rios,
lagoas e igarapés, sendo muito procurado pelos pescadores.
Curimbatá
(Prochilodus spp) Família Prochilodontidae
Gênero com espécies (P. affinnis
P.lineatus P.marggravii, P.platensis, P.scrofa, , e P.vimboides) que habitam
quase todo o Brasil, sendo de valor comercial.
Dourado
(Salminus maxillosus), Família Characidae.
Há duas espécies no Brasil. S.maxillosus que se distribui-se na bacia
do Prata e S.brasilinsis da bacia do S.francisco, mas devido a caça
descriminada que sofreu por se constituir em um peixe de carne saborosa,
praticamente não é mais encontrado em muitos rios, onde antes era abundante.
Chegam a 1m de comprimento e a 25 kg.
Dourada
(Brachplathystoma flavicans), Família
Pimelodidae.
Peixe de couro. Mais de 1,5 m. comprimento e 20 kg. Habita a bacia Amazônica
chegando inclusive na Colômbia, Peru e Bolívia, sendo um grande predador e de
estimado valor comercial.
Jaú
(Paulicea lutkeni), Giant Catfish, Família
Pimelodidae.
Peixe muito conhecido por sua cabeça achatada e pelo tamanho e peso,
pois pode chegar a 1,5 m. de tamanho e 100 kg. de peso. Habita a bacia do Amazônia
e do Prata, sendo muito disputado pelos pescadores.
Jurupoca
(Hemisorubim plaatyrhynchos), Família Pimelodidae.
Outro peixe de couro muito procurado por sua carne saborosa. Habita as
bacias Amazônica, Araguaia-Tocantins e do Prata. Alcança 60cm de comprimento e
3 kg.
Matrinxã
(Brycon sp), Família Characidae.
Vive nos rios e lagos da amazônica. Grande valor para a pesca amadora.
Chega a 80cm de comprimento e a 5kg.
Pacú
(Piaractus mesopotamicus), Família
Characidae.
Habitante da bacia do Prata, é um dos peixes mais procurados pela sua
carne e sua fácil procriação em cativeiro, podendo chegar a 50cm de
comprimento.
Pintado ou Pirá (Pseudoplatystoma corruscans), Speckled Catfish, Família
Pimelodidae.
Peixe de couro muito procurado por sua saborosa carne. Habita as bacias
do Prata e do S.Francisco. A cabeça grande e alongada caracterizam-no.
Piraíba
(Brachyplathystoma filamentosum), Família Pimelodidae.
A piraíba é o maior peixe de água doce do Brasil, podendo chegar ao
peso de 300 kg. Habita as bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins. Peixe de
couro.
Piranhas
(Serrasalmus rhombeus e Pygocentrus
nattereri), Família Characidae.
Distribuim-se do norte da Amazônia até o Rio Grande do Sul, sendo
peixes temíveis pela sua voracidade, principalmente se o cardume é grande. Sua
carne é muito apreciada pelos ribeirinhos, assim como a "sopa de
piranha" que diz o dito popular que é afrodisíaca. S.rhombeus
é a piranha-preta (40cm) e a P.nattereri
a piranha-vermelha (30cm).
Pirapitanga
(Piaractus brachypomus), Família Characidae.
Muito utilizado comercialmente e na pesca esportiva, este peixe de escama
existe na Bacia Amazônica e na bacia do Tocantins-Araguaia. Chega a 80cm de
comprimento e a 50 kg.
Piraputanga
(Brycon microleps. B.lundii e
B.hilarii), Família Characidae.
Peixe muito procurado por pescadores. As três citadas espécies habitam
a bacia do Prata (B.microlps) e a do S.Francisco (B.hilarii
e B.lundii).
Trairão
(Hoplias lacerdae)
Em rios, lagos e lagoas das bacias Amazônica, Araguaia-Tocantins e do Prata.
Tucunaré
(Cichla sp)
Peixe dos mais populares entre os pescadores amadores, visto que está
disseminado em muitos lagos e rios deste país, introduzido que foi, além do
que é um "excelente brigador no anzol". Origem: Amazônia. Carne
muito apreciada.
Badejo
(Mycteroperca spp)
Um
dos peixes mais apreciados como alimento. Habita regiões onde há tocas,
principalmente nos costões rochhosos e recifes de corais.
Caranha (Lutjanus cyanopterus)
Apesar
de não ser um peixe muito procurado como alimento, é famoso por sua voracidade
e como peixe de pesca esportiva, ante sua resistência e força nas mandimbulas
que chega a destroçar iscas artificiais de madeira.
Corvina (Micropogonis furnieri)
Peixe
muito apreciado na culinária brasileira e na pesca amadora.
Dourado-do-mar (Coryphaena hippurus)
Apesar
de pouco conhecido como alimento, este peixe tem a carne das mais saborosas. Com
até 40 kg, chega a atingir até 2 metros. Vive m cardumes em alto-mar,
aproximando da costa para se reproduzir.
Garoupa (Epinephelus guaza)
Por
ter carne muito saborosa este peixe é um dos mais utilizados como alimento. Por
ser um peixe que habita tocas e não
faz migrações, bem como pelo seu tamanho (até 2 metros), foi e é muito caçado,
tendo desaparecido de muitos pontos do litoral brasileiro.
Robalo
(Centropomus spp)
No
litoral brasileiro são encontradas quatro espécies de robalo. Para muitos
pescadores o robalo é o "rei dos rios", isto porque sobe os rios par
desovar e sua carne é considerada de primeira.
Pescada (Cynoscion spp)
Ocorrem
no Brasil cerca de 30 espécies de pescadas. Todas muito procuradas como
alimento. Aliás, é um dos peixes mais comuns na culinária brasileira.
Tainha (Mugil brasiliensis)
Talvez
o peixe mais comum nas culinárias regionais brasileiras. Vive em grandes
cardumes e são pescados em abundância certas épocas do ano, quando entram nos
estuários para procriar.
Há muitos outros peixes como os marlins, os mero, as anchovas etc
![]()
Texto:
Antonio Silveira Ribeiro dos Santos
Todos os direitos reservados
